Vieses
50 mecanismos psicológicos que tornam esses argumentos convincentes, mesmo quando não se sustentam.
Dissonância cognitiva (paradoxo da carne)
Amar animais e comê-los gera tensão, resolvida negando mente aos animais comidos (Bastian et al., 2012)
Raciocínio motivado
Buscar razões para a conclusão que já se deseja
Viés de confirmação
Aceitar só o que confirma a crença prévia
Viés do status quo
Preferir o estado atual por ser atual
Justificação do sistema
Legitimar a ordem vigente para reduzir desconforto
Categorização funcional
Animais "de comida" recebem menos mente que animais "de companhia"
Viés de grupo (ingroup)
Valorizar os "nossos" e desvalorizar os de fora
Racionalização pelos 4Ns
Justificar o consumo de animais dizendo que é natural, normal, necessário e gostoso (Piazza e colegas, 2015).
Busca de hipocrisia
Procurar uma incoerência em quem defende uma ideia para não precisar examinar a ideia.
Negação de mente
Atribuir menos mente e menos capacidade de sofrer aos animais que comemos.
Depreciação de quem faz o bem
Diminuir quem age por razões morais, porque sua conduta é sentida como uma acusação.
Efeito manada e conformidade social
Adotar um hábito ou uma ideia porque muita gente em volta adota.
Efeito da verdade ilusória e da mera exposição
O que se ouve muitas vezes parece verdadeiro, e o que é familiar parece melhor.
Viés de omissão e viés do perpetrador
Julgar menos grave o dano que não causamos com as próprias mãos, ou que resulta de deixar de agir.
Viés teleológico e detecção de agente
Ver propósito e intenção na natureza: os animais "existiriam para" algo.
Desaparecimento da compaixão
Quanto mais vítimas, menos se sente por cada uma; uma vítima identificável comove mais que milhões.
Aversão à perda e efeito dotação
Perder o que se tem pesa mais do que ganhar algo equivalente.
Custo irrecuperável e justificação do esforço
Continuar porque já se investiu muito, e não porque vale a pena.
Excesso de confiança (Dunning-Kruger)
Quem sabe pouco sobre um tema tende a superestimar o que sabe.
Realismo ingênuo e ponto cego do viés
Achar que vemos o mundo como ele é e que só os outros são enviesados.
Pensamento antropocêntrico
Usar o humano como medida de tudo, inclusive do que conta como sentir.
Viés de disponibilidade
Julgar pela lembrança mais fácil, como o caso de um conhecido, e não pelos dados.
Efeito halo
Uma qualidade boa, como "local" ou "orgânico", contamina o julgamento de todo o resto.
Orientação à dominância social
Preferir hierarquias entre grupos, inclusive entre espécies.
Essencialismo psicológico
Achar que cada tipo de ser tem uma essência fixa que define seu lugar.
Masculinidade e carne
Associar comer carne à virilidade, o que torna a mudança uma ameaça à identidade.
Viés de saliência
Dar peso ao que chama atenção, como a distância percorrida, e não ao que mais pesa.