Animais não são racionais.
Racionalidade não é o que torna o sofrimento relevante; exclui humanos sem ela
Capítulo completoA2Humanos são superiores, então podemos usar os inferiores.
Superioridade em capacidade não gera direito de dominação
Capítulo completoA3Animais não têm linguagem.
Critério irrelevante para dor; exclui bebês e pessoas não verbais
Capítulo completoA4Animais não têm alma.
Premissa infalsificável usada como critério público
Capítulo completoA5Animais não têm consciência nem sentem dor como nós.
Contraria a evidência neurocientífica (Declaração de Cambridge, 2012; Declaração de Nova York, 2024)
Capítulo completoA6Peixes e invertebrados não sentem dor.
Evidência crescente de senciência em peixes, cefalópodes e decápodes
Capítulo completoA7Quem não tem deveres não tem direitos.
Confunde agente moral com paciente moral; exclui crianças
Capítulo completoA8Animais não são pessoas.
Definição persuasiva: escolhe-se o conceito que exclui e depois se conclui a exclusão
Capítulo completoA9Direitos são invenção humana, só valem para humanos.
Falácia genética: a origem de uma norma não define seu alcance
Capítulo completoA10São só animais.
Especismo explícito: pertencimento biológico como critério moral, análogo ao racismo
Capítulo completoA11O normal da espécie humana é ser racional.
Trata indivíduos pelo que outros têm, não pelo que eles têm
Capítulo completoA12Bebês humanos têm o potencial de ser racionais.
Potencial não confere os direitos do atual; não cobre humanos sem potencial
Capítulo completoA13É natural priorizar os nossos.
Parcialidade permite preferir, não permite explorar os de fora
Capítulo completoA14Plantas também sentem.
Sem sistema nervoso nem evidência de experiência; e se sentissem, a pecuária mata mais plantas
Capítulo completoA15Onde traçar a linha? Insetos? Bactérias?
Falácia do contínuo: fronteira difusa não anula casos claros
Capítulo completoA16Matar sem dor não é dano.
A morte priva de experiências futuras boas; vale para humanos sem autoconsciência temporal
Capítulo completoA17Animais são propriedade.
Descreve um estatuto legal, não o justifica (como na escravidão)
Capítulo completoA18O que importa é a espécie, não o indivíduo.
Espécies não sentem; quem sofre é o indivíduo
Capítulo completoA19Veganos antropomorfizam os animais.
Negar estados mentais análogos também é um erro (antropodenial), e é o que a evidência desmente
Capítulo completoA20Humanos têm valor intrínseco, animais têm valor instrumental.
Afirmação circular: pressupõe a conclusão
Capítulo completoA21Eu respeito os animais, mas os humanos vêm primeiro
Um status especial que ninguém explica e que não passaria no véu da ignorância: o peso deve depender do tamanho do dano, não da espécie
Capítulo completoA22Humanos sofrem mais que os animais
Sofrer mais em alguns casos não autoriza desconsiderar quem sofre menos; e menos cognição muitas vezes significa mais sofrimento e mais vulnerabilidade
Capítulo completoA23A moral existe para nos proteger uns dos outros
Excluiria também bebês e pessoas vulneráveis; e explicar a origem de uma prática não justifica a prática
Capítulo completoA24Espécie é biologia, raça é construção social
Um critério biológico pode ser tão injusto quanto um social: o que torna uma discriminação injusta é tratar de forma tendenciosa os interesses de alguém
Capítulo completo