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"A liberdade é um direito de indivíduos racionais; animais não são sujeitos de direitos liberais."
Proteger os indivíduos contra danos causados por outros e garantir que cada um possa viver a própria vida. Para Mill, o único motivo legítimo para limitar a liberdade de alguém é evitar dano a outros.
Por que excluir os animais contradiz o princípio
- O liberalismo já protege indivíduos que não são autônomos, como bebês e pessoas com deficiência cognitiva profunda. A racionalidade não é, na prática, a condição da proteção.
- O princípio do dano funciona contra a exclusão: se os animais podem ser prejudicados, e a evidência diz que podem (A5), usar e matar animais é exatamente o tipo de ação que afeta outros.
- Tratar alguém que sente como propriedade é o que o liberalismo rejeitou entre humanos. A propriedade de um ser senciente não é um ponto de partida neutro (A17).
A melhor réplica
A versão mais séria, defendida pelo próprio Cochrane, admite que muitos animais talvez não tenham um interesse intrínseco em liberdade, no sentido de escolher a própria vida como um adulto humano escolhe.
A resposta
Mesmo aceitando isso, Cochrane conclui que eles têm interesses fortes em não sofrer e em continuar vivos, e que um liberalismo coerente precisa protegê-los. A discussão sobre liberdade muda o tipo de direito, e não o fato de que há direitos. E as criações industriais violam até a liberdade de movimento mais básica.