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"Não existe ex-vegano."
Afirmam mais do que a evidência sustenta, ou atacam pessoas em vez de discutir o que elas fazem.
Por que é ruim
Ser vegano é uma posição ética sustentada por argumentos e escolhas repetidas, não uma marca genética. Toda posição assim pode ser abandonada. Existem ex-abolicionistas, ex-feministas e ex-pacifistas pelo mesmo motivo.
A frase confunde a validade de um argumento com a estabilidade psicológica de quem o aceitou. Uma posição pode ser mais desejável sem ser à prova de abandono.
A variante "quem desistiu era pseudovegano" é a falácia do "nenhum verdadeiro escocês": redefine a categoria depois do fato para excluir o contraexemplo. Ela também supõe acesso à convicção interna de alguém, que ninguém tem.
O que dizer no lugar
Ex-veganos existem, mas isso não diz nada a favor da posição para a qual voltaram. Que alguém tenha deixado de ser abolicionista não torna a escravidão aceitável.
Há, sim, quem se diga vegano e apoie a exploração, quase sempre por não saber o que o termo significa. Isso é diferente de negar que alguém tenha sido vegano e mudado.